18 março 2010

Diante de protestos de professores, Serra cancela ida a evento

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), cancelou hoje sua ida à inauguração de um complexo viário na zona norte da capital paulista, após manifestantes ligados ao Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) chegarem ao local para exigir negociação com o Estado. Os professores estão em greve há duas semanas e reivindicam reajuste salarial.







•Professor joga ovo em carro de Serra; o que você acha disso?


Apesar da ausência do governador, o evento foi mantido e coube ao deputado federal José Aníbal (PSDB-SP) e ao prefeito da Capital, Gilberto Kassab (DEM), responderem às vaias e aos gritos de "mentiroso", vindos dos mais de 50 manifestantes.

A participação de Serra na inauguração do Complexo Viário do Jaraguá foi informada, às 10h20, na agenda oficial do Palácio dos Bandeirantes. O evento estava previsto para as 12h. Às 12h15, contudo, a assessoria de imprensa do Palácio avisou os repórteres que o tucano não compareceria.

A assessoria de Serra informou primeiro que havia acontecido um "erro de agenda" e que o governador não iria por não ter participação na obra. Logo depois, os assessores corrigiram a informação e disseram que Serra não iria porque estava vistoriando outras obras e que, por engano, o informe de agenda foi distribuído para a imprensa sem o aval do governador.

Mesmo sem a presença de Serra, os professores da regional Lapa da Apeoesp apitaram e gritaram palavras de ordem ininterruptamente durante os 30 minutos da cerimônia. No palco, ao microfone, o vereador Celino Cardoso (PSDB) chamou os manifestantes de "agitadores baratos" e Aníbal completou, acusando-os de serem "a turma do apito antidemocrático". O deputado federal tentou contemporizar e disse que vestia camisa branca, "em sinal de paz" e que Kassab usava a gravata vermelha "da conciliação".

Em seguida, Aníbal foi novamente interrompido por gritos de "mentiroso" e reagiu: "Mentirosa é a quadrilha do Bancoop, chefiada pelo PT." Já Kassab usou como estratégia para driblar os protestos, repetidos pedidos de aplauso para a comunidade do Jaraguá, para Serra e para "os bons professores, que estão em sala de aula". Em coletiva após o evento, o prefeito disse que a manifestação não era inteligente. "Inibir a festa da comunidade é um grande erro. Parece que eles estão gostando do carnaval."

O prefeito negou que Serra tenha fugido do evento por causa da manifestação dos professores. "Só falta vocês acharem que o governador não veio aqui por conta de meia dúzia de pessoas que estão gritando." E emendou: "Serra não fugiu. Ontem à noite, ele já havia me dito que não viria."

Ontem, em evento do governo em Francisco Morato, na Grande São Paulo, manifestantes protestaram da presença do governador e chegaram a jogar ovo no carro oficial do tucano. Hoje, os integrantes da Apeoesp reiteraram que seguirão com a estratégia de acompanhar a agenda do governador em busca de uma abertura para negociação. "Onde Serra estiver, os professores estarão", afirmou a professora de ensino médio Maria Sifaneide Rodrigues.

11 março 2010

Um trexo do livro Freud de Luiz Tenório de Oliveira Lima

“Em geral, todo lapso tem um sentido, e, para Freud, esse sentido é sempre sexual. Essa percepção está na origem das teorias freudianas sobre a sexualidade infantil, ou sobre a importância da infância na formação da mente adulta.” (pagina 27)

10 março 2010

Resgatar o valor do professor na sociedade

Por mais evidentes que sejam os problemas relacionados à docência, é necessário tentar equilibrar a cobertura da mídia sobre a precariedade do sistema de ensino brasileiro com o que a profissão tem de bom. Pouco adianta só focar os problemas, ora culpando o professor, ora tratando-o como vítima, sem apontar saídas para superar as dificuldades. “Existem, sim, docentes satisfeitos e realizados, que fazem um ótimo trabalho. Mas isso pouco aparece”, lembra Bernardete. É preciso planejar formas de reverter a imagem negativa – e isso pode ser feito não só por meio de propaganda institucional. Uma alternativa é ampliar a divulgação dos prêmios que já existem, disseminando iniciativas que merecem reconhecimento e podem ser adotadas como modelo.

De quem depende a ação Mídia, governo, sindicatos e outras organizações representativas dos professores.

Custo Baixo.

Tempo estimado Médio prazo (a propaganda é imediata, mas precisa ser fundamentada em iniciativas concretas, o que leva mais tempo).

Onde deu certo Inglaterra, onde campanhas de marketing foram criadas com foco no estímulo intelectual e nas vantagens salariais da carreira, e Estados Unidos, onde os programas Teach First e Teach for America construíram uma imagem positiva de seus participantes ao destacá-los em relação à média dos professores.

Caminhos para atrair os melhores

Painel de especialistas organizado pela Fundação Victor Civita aponta oito sugestões concretas para aumentar a atratividade da carreira docente. Propostas incluem recuperação salarial, melhoria nas condições de trabalho, revisão da formação e resgate do valor social da profissão


REVISTA NOVA ESCOLA

Nossos futuros professores

Resultados da pesquisa confirmam mudança de perfil entre os que escolhem a docência. Maior parte dos candidatos vem de famílias de baixa renda e pouca escolarização, estudou em escola pública, trabalha para pagar a graduação e faz parte de um grupo com fraco repertório cultural


REVISTA NOVA ESCOLA

Por que a docência não atrai

Baixos salários, desvalorização social e más condições de trabalho. De acordo com os resultados do estudo da Fundação Victor Civita, esse conjunto de fatores afasta a maioria dos alunos que em algum momento chegou a pensar em se tornar professor


Revista Nova Escola

Docência: uma carreira desprestigiada

Levantamento realizado pela Fundação Victor Civita comprova uma percepção alarmante: a profissão docente não é considerada uma opção atraente pelos estudantes do Ensino Médio. Apenas 2% desejam cursar Pedagogia ou Licenciatura

09 março 2010

Crianças de seis anos devem ser reprovadas?

Crianças de seis anos têm sido reprovadas no País, depois que essa faixa etária passou a integrar o ensino fundamental. Em 2008, 79,3 mil alunos do novo primeiro ano da educação fundamental não passaram de ano, conforme dados inéditos do MEC. O número representa 3,5% das matrículas dessa série.

Até 2005, o antigo primário começava aos sete anos. Uma lei daquele ano antecipou o início para os seis anos, para garantir mais anos de estudo para alunos pobres, que não tinham acesso à pré-escola. A transição terminou agora em 2010.

O Ministério da Educação quer vetar a reprovação de crianças de seis anos, pois entende que o novo primeiro ano é apenas um início de alfabetização. O temor, diz o MEC, é prejudicar uma criança tão jovem por toda a vida escolar (pesquisas mostram que reprovação pode acarretar notas baixas e abandono).